quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
sábado, 3 de novembro de 2018
Os Dez Mandamentos do organista litúrgico
ANTES
DE MAIS, O ORGANISTA DEVE AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO COMO CRISTO NOS ENSINOU.
1
– O organista possui uma competência musical mínima e um
domínio técnico suficiente do seu instrumento para introduzir e acompanhar os
cânticos da celebração. Na ausência do animador, ele é capaz de conduzir o
canto da assembleia.
2
– Ele conhece detalhadamente e em profundidade o desenrolar
da acção litúrgica e os momentos em que intervém com precisão. Ele sabe tomar
iniciativas e está vigilante para fazer face aos imprevistos.
3
– Ele chega com antecedência para começar o seu serviço com
calma e recolhimento. Durante a celebração, ele participa na escuta da Palavra
e na Oração comum.
4
– Ele prepara o programa musical e assegura-se que dispõe
das informações e dos documentos necessários para o exercício da sua função
(programa da celebração, folhas de cânticos, etc). Ele ordena as partituras
segundo o desenrolar da celebração, prevê os acompanhamentos e as eventuais
transposições, escolhe as peças instrumentais, verifica as tonalidades e
resolve os problemas técnicos.
5
– Ele utiliza a registação adequada ao caráter e ao estilo
dos cânticos e segundo ele esteja a acompanhar a assembleia, o coro ou um
solista.
6
– Ele trabalha em concertação com o sacerdote, o animador do
canto, o regente do coro e outros instrumentistas antes e durante a celebração
de forma muito discreta no que respeita ao andamento, número de estrofes,
interlúdios, alternâncias, etc. Ele facilita as intervenções dos outros
intervenientes não perturbando com uma registação ou um acompanhamento
inadequado.
7
– Quanto ele toca obras do reportório de órgão ou quando
improvisa, o estilo das peças e a sua duração são adaptadas às circunstâncias,
ao tempo litúrgico e ao momento da celebração.
8
– O organista está ao serviço da assembleia. Ele não procura
impressionar pelas suas competências e pelo seu virtuosismo mas antes favorece
a participação da assembleia na ação litúrgica.
9
– Ele não se contenta em ser um simples executante de um
programa elaborado por outros. Ele sabe ser criativo, assume a sua função em
colaboração com a equipa da liturgia, interessa-se pelo reportório da sua
paróquia podendo dar uma opinião musicalmente competente.
10
– O organista esforça-se, através do seu tocar, por criar o
ambiente necessário ao bom desenrolar da celebração. Ele contribui assim para
uma boa sincronização dos diversos elementos da ação litúrgica e à qualidade da
oração da assembleia.
domingo, 12 de agosto de 2018
sábado, 30 de dezembro de 2017
SALICUS-Nova Revista de Música Sacra
Adquiri o 3º número da Revista Salicus que, entendo, veio substituir a NRMS orientada durante muitos anos pelo colega Az. Oliveira. É, na minha opinião, o maior repositório de música sacra existente em Portugal compilada em revistas e, quase todas, no livro "A Igreja Canta". Trata-se de um trabalho de incomensurável valor artístico e funcional para o enriquecimento da Liturgia. Este trabalho foi iniciado pelo saudoso Mestre Cón. M. Faria e, depois de 1983, continuado, com a participação de muitos compositores, por Az. Oliveira. Embora não concorde com ele noutras coisas tenho de o louvar por tanta dedicação e tantos anos de profícuo trabalho. Entretanto... desistiu e a revista deixou de ter "orientador" e de se publicar.
Depois de algumas diligências "prospectivas" do Rev.mo Ordinário para encontrar uma equipa que lançasse mãos à obra, surgiu em Dezembro de 2016 a revista intitulada "SALICUS, revista de Música Litúrgica". A primeira obra é o B.I. de Manuel Faria em linguagem musical. Obra de Mestre datada de 1961, com relevante interesse para recordarmos (para outros, ficarem a ter uma ideia) Manuel Faria e a sua actualidade artística perfeitamente dentro do seu tempo histórico. De elevadíssima dificuldade jamais algum coro paroquial, para quem ele tanto compôs, se atreveria a executar. Como "prelúdio" da Salicus acho que não está mal. O papel é muito bom, bem organizada esteticamente, com artigos interessantes paralelos à finalidade da revista. Diga-se, porém, em abono da verdade que a mesma não continha nada de interesse para os coros paroquiais. Todavia, como se tratava da primeira, merecia o benefício da dúvida sobre os objectivos da publicação.
Saiu, seis meses depois, a segunda. A mesma coisa: nada de interesse para o "povo de Deus". Para análise e estudo apreciei a "generosidade" do acompanhamento de um "santo", muito executado nas nossas paróquias pela simplicidade e grandeza da melodia, mas de uma exigência superior no que se refere ao acompanhamento. Bem feito, harmonia densa, acordes arrojados a exigir mãos e dedos bem adestrados.
Já que sempre me dediquei à Música, sobretudo da Litúrgica, procuro sempre novidades na esperança de sair a lume algo mais adequado aos textos de cada celebração. É um trabalho pedido pelos liturgistas não por mero capricho mas para que tudo se adeque, desde o asseio dos altares, passando pelos paramentos, pelos gestos, palavras e textos musicados à celebração dos mistérios divinos. Claro que não é possível ensaiar tudo o que aparece. Umas porque não têm qualidade nem nos textos nem nas melodias, outras porque não vem a propósito da celebração, etc. Fui, mais uma vez, adquirir a Salicus. Qual o meu espanto quando o livreiro me diz: "esta revista não se está a vender nada". Folheei-a e verifiquei que o homem tinha razão. Andamos à procura de melodias para a liturgia e, logo nas primeiras páginas encontramos um artigo com onze páginas, sem qualquer interesse, sobre o restauro do órgão positivo da igreja de Santiago. Acham que é disto que o povo de Deus precisa?
Segue-se a obra "dar-vos-ei um futuro de esperança". A melodia oferece alguma "esperança" numa boa obra. A harmonia, sobretudo do acompanhamento, está ultrapassada e desadequada às necessidades e possibilidades do comum dos mortais. As obras devem ser dignas, de rigor teológico, com melodias nascidas no coração e harmonias simples nascidas de uma inteligência que também quer ser simples e estar ao serviço de quem precisa, quer e procura elevar a sua alma até à intimidade com Deus sem deixar os irmãos no caminho.
Nem oito nem oitenta. Ou se rasgam as cordas de uma viola como quem abana os fios de uma ramada e se colocam os potenciómetros dos amplificadores no máximo ora se apresentam obras dignas de figurar nas casas senhoriais da Idade Média como passatempo, "louvando a Deus".
Como é que se há-de vender esta revista?
Depois de algumas diligências "prospectivas" do Rev.mo Ordinário para encontrar uma equipa que lançasse mãos à obra, surgiu em Dezembro de 2016 a revista intitulada "SALICUS, revista de Música Litúrgica". A primeira obra é o B.I. de Manuel Faria em linguagem musical. Obra de Mestre datada de 1961, com relevante interesse para recordarmos (para outros, ficarem a ter uma ideia) Manuel Faria e a sua actualidade artística perfeitamente dentro do seu tempo histórico. De elevadíssima dificuldade jamais algum coro paroquial, para quem ele tanto compôs, se atreveria a executar. Como "prelúdio" da Salicus acho que não está mal. O papel é muito bom, bem organizada esteticamente, com artigos interessantes paralelos à finalidade da revista. Diga-se, porém, em abono da verdade que a mesma não continha nada de interesse para os coros paroquiais. Todavia, como se tratava da primeira, merecia o benefício da dúvida sobre os objectivos da publicação.
Saiu, seis meses depois, a segunda. A mesma coisa: nada de interesse para o "povo de Deus". Para análise e estudo apreciei a "generosidade" do acompanhamento de um "santo", muito executado nas nossas paróquias pela simplicidade e grandeza da melodia, mas de uma exigência superior no que se refere ao acompanhamento. Bem feito, harmonia densa, acordes arrojados a exigir mãos e dedos bem adestrados.
Já que sempre me dediquei à Música, sobretudo da Litúrgica, procuro sempre novidades na esperança de sair a lume algo mais adequado aos textos de cada celebração. É um trabalho pedido pelos liturgistas não por mero capricho mas para que tudo se adeque, desde o asseio dos altares, passando pelos paramentos, pelos gestos, palavras e textos musicados à celebração dos mistérios divinos. Claro que não é possível ensaiar tudo o que aparece. Umas porque não têm qualidade nem nos textos nem nas melodias, outras porque não vem a propósito da celebração, etc. Fui, mais uma vez, adquirir a Salicus. Qual o meu espanto quando o livreiro me diz: "esta revista não se está a vender nada". Folheei-a e verifiquei que o homem tinha razão. Andamos à procura de melodias para a liturgia e, logo nas primeiras páginas encontramos um artigo com onze páginas, sem qualquer interesse, sobre o restauro do órgão positivo da igreja de Santiago. Acham que é disto que o povo de Deus precisa?
Segue-se a obra "dar-vos-ei um futuro de esperança". A melodia oferece alguma "esperança" numa boa obra. A harmonia, sobretudo do acompanhamento, está ultrapassada e desadequada às necessidades e possibilidades do comum dos mortais. As obras devem ser dignas, de rigor teológico, com melodias nascidas no coração e harmonias simples nascidas de uma inteligência que também quer ser simples e estar ao serviço de quem precisa, quer e procura elevar a sua alma até à intimidade com Deus sem deixar os irmãos no caminho.
Nem oito nem oitenta. Ou se rasgam as cordas de uma viola como quem abana os fios de uma ramada e se colocam os potenciómetros dos amplificadores no máximo ora se apresentam obras dignas de figurar nas casas senhoriais da Idade Média como passatempo, "louvando a Deus".
Como é que se há-de vender esta revista?
domingo, 12 de março de 2017
O Festival de órgãos históricos
Tenho lido as notícias deste Diário sobre
o próximo festival de órgãos históricos e, perante o que se pretende fazer,
achei que deveria manifestar a minha opinião. Organista desde a juventude, sou
do tempo em que fiz suar os foleiros para proporcionar melodias e harmonias dos
dois órgãos de tubos do Seminário de Santiago: o positivo que vai ser
restaurado e o grande órgão que, parece, vai ser arrumado. O positivo que
estava na capela-mor, tocava todos os dias e só exigia um foleiro. O do coro
tinha (tem) três teclados, pedaleira e exigia dois foleiros tal era o volume de
ar necessário para tocar com a devida pressão. Na década de sessenta só tocava
nas grandes solenidades litúrgicas. Era o único em Braga com pedaleira. Toquei
nele em 1963 a quando da tomada de posse, como Arcebispo Primaz, de D.
Francisco Maria da Silva e, a partir daí, não me lembro de o ouvir tocar mais.
Trata-se do primeiro órgão pneumático
construído em Braga, obra prima de Augusto Claro, organeiro bracarense,
estreado no início do século XX. Há quem diga que não vale a pena proceder à
sua recuperação por ser demasiado cara. Será que a sua recuperação custa tanto
como adquirir, no estrangeiro, um outro usado ainda que um pouco mais moderno?
A verba de 500.000 € de que falava a notícia, já se refere a algum orçamento de
reparação ou à aquisição de outro? Não valerá a pena conservar algo que é mesmo
nosso em vez de dar vantagem ao que outros fizeram, sendo idêntico? Mais: a
aquisição de um órgão “em condições” para Santiago é para os alunos poderem
estudar, como dava a entender a notícia? Não temos, porventura, “montes” de
órgãos electrónicos com pedaleira há mais de 50 anos, muito mais baratos e
acessíveis onde se pode estudar, de dia e de noite, sem recorrer a um
instrumento de tão grandes dimensões e de acessibilidade complicada como é o
caso do coro de uma igreja?
Já tenho falado de um outro problema
relacionado com os órgãos restaurados. A maior parte dos organistas, sobretudo
os menos apreciadores da boa sonoridade na liturgia, não gostam de tocar neles pois dá-lhes muito
trabalho “jogar” com a diversidade de timbres e manusear os registos. Boa parte
dos órgãos restaurados estão “mudos”. Faz-se uma festa por ocasião da
inauguração do restauro, fazem-se discursos de circunstância e o instrumento
“ressuscitado” do pó dos tempos volta a repousar até precisar de nova afinação
e restauro. Só alguns é que tocam todas as semanas uma ou duas vezes, a saber:
o da Sé (Evangelho), o de S. Victor, o de Montariol (moderno), o da Igreja do
Salvador, o de Real, o de Adaúfe, o de Santa Cruz e, creio que também o de S. Marcos. Caladinhos
por tempo indeterminado estão: o positivo da Sé e, também, o do lado da
Epístola, o da Misericórdia, o dos Congregados, o de S. Lázaro e o do IMA. Não
sei errei em algum caso. E é para isto
que se gastam somas avultadas de dinheiro? Isto vem a propósito da formação de
organistas de que falarei já.
O único órgão de Braga que, sozinho e com um
bom “tangedor”, tem possibilidades de fazer um concerto é o grande da Sé.
Embora não tenha pedaleira tem uma enorme quantidade e qualidade tímbrica e tem
dois teclados que permitem jogar com variadas sonoridades. Os restantes só
poderão facilitar um concerto se forem acompanhados com um ou mais instrumentos
adequados ou por vozes. A sua finalidade é, antes de mais, colaborar e promover
a qualidade, a alegria e a exuberância do canto na liturgia.
Os impulsionadores deste festival
levantaram, também, uma outra ideia debatida diversas vezes e, praticamente,
nunca concretizada: a aposta numa escola de órgão a partir da Gulbenkian ou da
UM. Na década de 70 a Profª. Teodora Howel , também com formação superior de
órgão, teve alguns alunos nesta disciplina mas, devido à falta de condições, o
curso terminou. Não sei qual a razão de se falar deste assunto dando a entender
que precisamos de começar da “estaca zero” quando, na realidade, já temos a
escola de Música Diocesana a funcionar com um jovem organista com
disponibilidade para receber mais alunos e segundo me consta, também temos no
Seminário de Santiago um bom professor de órgão. Porquê, então, pensar em
outras escolas?
Se os nossos recursos materiais, desde há
muitos anos, fossem aproveitados teríamos alguma necessidade de recorrer, em
cada Quaresma que passa, a artistas vindos de fora da diocese? Tanto dinheiro
se gasta partindo do princípio de que “os que vem de fora é que são bons” e os
de casa não passam de uma reserva para consumo interno! Já que somos pródigos
em órgãos ibéricos e afins alguma vez se pensou em promover um curso (cadeira)
de interpretação da música organística composta para esses órgãos? É que, infelizmente, nem há muito repertório à
venda nem há muitas gravações deste género musical.
A propósito da má utilização dos recursos,
já Manuel Faria se queixava, a quando dos encontros de coros litúrgicos, que
nunca se arranjava um cêntimo para ajudar os coralistas a pagar as deslocações
aos locais de actuação. A mentalidade continua a mesma. É pena! Continuamos a “amar” e a praticar a pobreza,
sobretudo na liturgia ao Senhor de todas as riquezas.
Apesar da minha inconformidade com a não utilização dos
nossos recursos, sempre é melhor ter o prazer de apreciar alguns bons momentos
musicais do que nada.
acostagomes@gmail.com
sábado, 25 de junho de 2016
O MINISTRO EXTRAORDINÁRIO DA COMUNHÃO E O ORGANISTA
Já
em tempos alguém, com responsabilidades na Música Sacra da Diocese de Braga,
dizia que, tal como o Ministro extraordinário da Comunhão (MEC) tinha de
apresentar uma credencial para poder colaborar na distribuição da Sagrada
Comunhão em qualquer lugar, também o organista deveria ter um cartão que o
identificasse como competente para exercer tal actividade. Na altura manifestei
o meu completo acordo.
Recordando
este episódio e após a constatação, durante
tantos anos, do estado lastimável da música na Liturgia, a começar pela falta
de empenho (ou ignorância?) de muitos pastores modernos (?) creio que este
assunto é deveras importante.
Vejamos
o que é exigido a um MEC para ser considerado competente para exercer a
actividade.
1.Exige-se
que tenha consciência de que a Eucaristia é o centro de toda a vida Cristã e,
por isso, deve agir com o devido cuidado
pastoral mostrando a sua devoção para com tão sublime mistério. Pergunto: e o organista não deve ter o mesmo
sentimento cristão e o mesmo empenho pastoral?
2.Devem
ser cristãos, membros da comunidade eclesial que participam nas celebrações
litúrgicas da Comunidade cristã. Pergunto: o organista não deve, também,
participar e ser assíduo à vida litúrgica da Comunidade cristã? Ou vai só dar o
ensaio e tocar na Missa como se fosse um assalariado?
3.O
MEC é empossado pelo Bispo ou por alguém por ele indicado. Pergunto: quem dá
posse ao organista e lhe reconhece competência para exercer um cargo tão
importante como é o de levar o povo a cantar os louvores de Deus segundo as normas aprovadas pela Igreja?
4.O
MEC só está autorizado a distribuir a Sagrada Comunhão no Local para que foi
nomeado podendo, caso seja solicitado, ajudar em outros locais ou comunidades.
Pergunto: que atitude devem ter os párocos e, sobretudo, reitores de
capelanias, quando lhe aparece um organista com o respectivo grupo que não só
não é conhecido nem é portador de qualquer credencial que o certifique como
competente?
5.Ao
MEC , como candidato ao exercício, são exigidos vários documentos e- o mais
importante- um documento que ateste a sua actividade eclesial. Pergunto: e ao organista não se
exige nada? Pode-se executar qualquer coisa e de qualquer maneira nos actos
litúrgicos? Pode ser um “cristão” indiferente?
6.Ao
MEC é exigida “sólida piedade Eucarística, comunhão frequente e nível cultural
adequado à comunidade que vai servir”. E ao organista não se exige nada? Não
precisa de nenhuma formação musical? Não precisa de conhecer as normas saídas
do Concílio Vaticano II? Não precisa de “sentir” e comungar com a Igreja de
Jesus Cristo?
7.Os
mandatos do MEC são por três anos tendo, entretanto, de fazer uma pequena
formação. Pergunto: quem dá formação e informação aos organistas? Bastará dizer que estão sob a “alçada” do
pároco? Mas não será óbvio que muitos nem sequer são capazes de avaliar a
qualidade dos textos que são executados tolerando inúmeras tropelias nos actos
litúrgicos? Acham que se pode pegar em qualquer “cantiga”, mais ou menos piedosa,
que se retira da internete e executá-la em actos litúrgicos? Onde está o
respeito pelas normas vigentes?
8.Por
último, recomenda-se aos MEC que “devem cuidar da sua vida espiritual e
empenhar-se na sua formação cristã, participando em exercícios espirituais e em
actividades teológicas”. Mas este esforço de permanente formação musical,
religiosa e litúrgica não se deve recomendar aos organistas?
Ao
falar em organistas entendo, aqui, que também ele é o responsável pela escolha
dos cânticos, pelos ensaios e boa execução dos mesmos. Tenho verificado que há
uma enorme leviandade nas nossas comunidades chegando ao cúmulo ridículo de
mostrar a incompetência através dos meios de comunicação social: rádio e
televisão. Qualquer músico não praticante fica horrorizado com o que se canta e
o modo como o fazem nas transmissões das liturgias dominicais. Mas ninguém tem
a coragem de colocar o dedo na ferida. Parece que estamos numa sociedade
eclesial anémica no que diz respeito à música sacra.
Esta
reflexão é, somente, uma homenagem ao bom Mestre Manuel Faria no centenário do
seu nascimento. É com a competência que todos lhe reconhecem que um discípulo
aqui deixa esta reflexão.
acostagomes@gmail.com
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